Ponto de vista
A partir do dia 25 de maio próximo, Fortaleza fará parte do
movimento social pela cidadania que hoje contempla 14 cidades brasileiras e conta com a participação de diversos setores sociais na definição e monitoramento dos indicadores de sustentabilidade, visando a promoção da qualidade de vida dos seus habitantes. A iniciativa parte do Centro Industrial do Ceará (CIC), com o lançamento, nesta data, do projeto do Observatório Social – Educação, às 8h30, no auditório Luis Esteves Neto, na Casa da Indústria. O evento contará com a presença de um dos expoentes da educação no país, o economista e articulista da revista Veja, Cláudio de Moura Castro, que falará sobre "Educação: Um olhar para o desenvolvimento". O lançamento integra a programação pelos 90 anos de fundação do CIC.
15 de Maio de 2009 - O emprego na indústria de transformação paulista começa a sinalizar estabilidade , segundo Paulo Francini, diretor do departamento de economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). "Estamos em rota de estabilização, o que não surpreenderia se em maio chegássemos a uma estabilidade", disse.
No mês passado, a atividade industrial teve um saldo positivo de 19 mil vagas, o que representa um crescimento (sem ajuste sazonal) de 0,8% em relação a março. No entanto, ao considerar a sazonalidade do período, o nível de emprego apresenta queda de 1,09%. No primeiro quadrimestre as fábricas paulistas demitiram 47,5 mil trabalhadores - uma redução de 1,95% face o mesmo período de 2008. Nos últimos 12 meses, o nível de emprego na indústria acumula queda de 6,76%.
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Queda de 5% em relação a março do ano passado é o maior tombo desde 2001
Para o IBGE, movimento de queda é generalizado, pois atingiu todos os indicadores, as regiões e quase todos os setores
Combalido pela crise, o mercado de trabalho na indústria registrou, em março, o pior desempenho em oito anos: o nível de emprego no setor caiu 5% em relação a março de 2008, o maior tombo desde o início da série do IBGE, em 2001.
Já em relação a fevereiro, a ocupação teve retração de 0,6% na taxa com ajuste sazonal, o sexto resultado negativo seguido nessa base de comparação. Em queda desde outubro, o indicador registra perda acumulada de 5,8%.
Após recuar 10% em março, ante 2008, setor industrial deve cair 13% em abril
Redução na produção de veículos, na demanda de energia e no transporte de cargas indica queda anual maior que a vista em março
VINICIUS TORRES FREIRE
COLUNISTA DA FOLHA
A atividade industrial deve ter recuado ainda mais em abril, se os dados forem comparados com o mesmo mês de 2008. Os indícios de nova queda forte da produção da indústrias apareceram em números divulgados até ontem sobre produção de veículos, carga de energia elétrica e tráfego de veículos pesados referentes a abril (vide gráfico). Tais números permitem, normalmente, antecipar com alguma precisão o dado oficial da produção industrial, calculado pelo IBGE.
Com variação superior à média nacional (0,7%) e do Nordeste (0,1%), a produção industrial do Ceará avança pelo segundo mês consecutivo, mas continua com resultados negativos frente aos indicadores de 2008. Em março, a indústria cearense cresceu 1,5%, com ajuste sazonal, acumulando ganho de 2,4% entre o mês pesquisado e janeiro. Mas, no confronto com igual período de 2008, mostra recuo de 7,0%. No fechamento do primeiro trimestre, o comportamento é decrescente tanto frente a igual período do ano anterior (-7,5%) como em relação ao último trimestre de 2008 (-3,0%). A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses (-0,4%), segue em trajetória descendente desde setembro de 2008 (3,8%). Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
São Paulo, 6 de Maio de 2009 - A forte retração da produção industrial nos primeiros três meses do ano indica que a economia brasileira não escapou do quadro de recessão técnica, caracterizado por dois trimestres consecutivos de queda. Por outro lado, para analistas consultados pela Gazeta Mercantil, há sinais de que a indústria deve começar a reagir a partir do segundo trimestre deste ano.
Em março, a produção industrial apresentou uma leve recuperação, com crescimento de 0,7% sobre fevereiro, mas retração de 10% em relação a igual mês do ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, acumulou três primeiros meses do ano uma queda de 14,7% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o pior desempenho desde o primeiro trimestre de 1991. "O crescimento de 0,7% é muito tímido. Mesmo a indústria crescesse 2%, todos os meses, ainda fecharia o ano no negativo", diz o economista Rogério César de Souza, do Instituto para Estudos do Desenvolvimento Industrial (Iedi). Em 12 meses, a produção recuou 1,9%.
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Segundo o instituto, desde o início do ano, setor reage e supera produção do mês anterior, mas ainda de forma "gradual"
Em relação ao 1º trimestre do ano passado, queda ainda é forte, de 14,7%; produção de bens de capital recua pela 1ª vez em 22 trimestres
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
A indústria viveu no primeiro trimestre uma fase de "suave" e "gradual" recuperação, que resultou em uma expansão de 4,8% (na taxa livre de influências sazonais acumulada no período) desde que bateu no fundo do poço, em dezembro, segundo o IBGE. Em março, o crescimento na margem foi de 0,7% em relação a fevereiro, quando a produção havia subido com mais força -1,9%.
No último trimestre do ano passado, a produção industrial havia caído 20,1% em relação ao nível de setembro, sob efeito do agravamento da crise.
Pelos dados do IBGE, a indústria recuou 14,7% no primeiro trimestre em relação aos três primeiros meses do ano passado, o pior resultado desde 1991. Essa taxa negativa, somada à queda do último trimestre de 2008, colocou o setor fabril em recessão e fez a produção registrar uma queda acumulada de 16,7% -a mais intensa desde 1990, quando o país sofria os efeitos do Plano Collor.
Brasília, 30 de Abril de 2009 - Os efeitos da crise financeira internacional se intensificaram no setor industrial no primeiro trimestre. A produção da indústria nacional caiu para 36,1 pontos, número de 16,5 pontos menor que o registrado em igual trimestre de 2008 e 4,7 pontos abai-xo do índice apurado no trimestre anterior Os dados fazem parte da sondagem industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que mostra que a média histórica da produção é de 51,6 pontos.
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EDUARDO CUCOLO
DA FOLHA ONLINE, EM BRASÍLIA
A indústria brasileira trabalhou com apenas 68% da sua capacidade no primeiro trimestre do ano -o menor patamar nos últimos dez anos, segundo levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria).
Segundo a entidade, a queda ocorre porque os empresários tentam reduzir os estoques, que estão acima do esperado para esta época do ano.
O movimento impactou a produção e o emprego de forma negativa no trimestre.
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