15 de Maio de 2009 - O emprego na indústria de transformação paulista começa a sinalizar estabilidade , segundo Paulo Francini, diretor do departamento de economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). "Estamos em rota de estabilização, o que não surpreenderia se em maio chegássemos a uma estabilidade", disse.
No mês passado, a atividade industrial teve um saldo positivo de 19 mil vagas, o que representa um crescimento (sem ajuste sazonal) de 0,8% em relação a março. No entanto, ao considerar a sazonalidade do período, o nível de emprego apresenta queda de 1,09%. No primeiro quadrimestre as fábricas paulistas demitiram 47,5 mil trabalhadores - uma redução de 1,95% face o mesmo período de 2008. Nos últimos 12 meses, o nível de emprego na indústria acumula queda de 6,76%.
De acordo com Francini, o setor de açúcar e álcool foi o principal responsável pela geração de emprego em abril. "O movimento perdeu força em relação a março, mas ainda reflete um maior volume de contratações para atender a safra e usinagem", explica o economista, destacando que o índice de crescimento do setor atingiu 19,8% no período. Já os demais segmentos industriais juntos acumulam queda de 0,4%.
Cortes em 17 setores A pesquisa da Fiesp mostra que 17 setores fizeram demissões e 5 realizaram contratações (fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis; produtos alimentícios; produtos diversos, bebidas e confec-ção de vestuário e acessórios). "Entre as fábricas que demitiram, vale destacar a redução de 1,8% no quadro de pessoal do setor de máquinas e equipamentos. Sinal amarelo para investimentos ", disse Francini.
De acordo com o diretor da Fiesp, foi essa expansão no mercado de açúcar e álcool que puxou um crescimento de 2,5% no interior, com destaque para Sertãozinho (+6,17%), Rio Claro (+9,9%) e Jaú (21,23%). Diante disso, o nível de emprego no interior cresceu 2,15% enquanto na Grande São Paulo caiu 1,26%. "Por outro lado, o desemprego se intensificou na Grande São Paulo devido, principalmente, aos cortes em montadoras e empresas ligadas a auto-peças", afirma. Entre as cidades que registraram maior índice de demissão estão Mogi das Cruzes (-3,96%), Cotia (-2,08%) e São Caetano do Sul (-2,63%).
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